Já foi comprovado por cientistas que somos o que comemos, e daí a importância de se saber como cada um desses tipos de alimentos agem no organismo humano. Essa preocupação é muito boa, mas acabamos criando mitos sobre os alimentos que nos são ofertados hoje. Sobre esses mitos, principalmente a respeito da carne de frango, que Antônio Gilberto Bertechini, zootecnista e professor da Universidade Federal de Lavras, falou no programa Roda Viva. O professor classifica esses mitos como “mitos da ignorância”, pois são baseados em informações generalizadas e sem confirmação. Os agrotóxicos consumidos pelas aves podem causar câncer? “Esse é um mito que consideramos um mito da ignorância, porque a qualidade de carne de frango brasileira é a melhor do mundo, pois se utiliza toda a rastreabilidade da produção”. Bertechini explica que o câncer é multifatorial, o que significa que não é causado por um tipo de carne consumida. Segundo o especialista, o animal é produzido com basicamente milho e farelo de soja. E os hormônios usados na carne de frango? O professor também revela que a história do hormônio na carne é um outro mito dos alimentos. “Não existe hormônio em carne de frango e não se usa o hormônio. E não é porque a avicultura é boazinha não, porque se funcionasse as indústrias usariam para acelerar mais o crescimento da ave. Mas não usam porque não funciona”. Além disso, a lei proíbe o uso desse tipo de hormônio e o governo fiscaliza rigorosamente essa prática. Os frangos atingem peso mais rápido hoje em dia por conta de uma alimentação balanceada, ambiente climatizado, prevenção de doenças, padronização da produção e respeito ao bem estar animal. A Avifran, por exemplo, é uma empresa que se preocupa com todos esses fatores apesar de não trabalhar com os frangos industriais. E por trabalhar com aves caipiras ainda recomenda a seus parceiros cuidados extras, como: um espaço confortável, complemento da alimentação com verdes e alimentos naturais e condições que causam menos estresse animal. Para ter mais informações sobre esse mito do uso de hormônio de crescimento veja o vídeo desenvolvido pela União Brasileira de Avicultura (Ubabef). O brasileiro está se alimentando melhor “Nós podemos dizer que o povo brasileiro vem se alimentando muito bem nos últimos 20 anos e de forma um pouco mais regrada em algumas áreas, mas desregradas em outras. Só para se ter uma ideia, há 20 anos atrás o brasileiro consumia de 15 a 16 kg de frango por ano. Hoje, o brasileiro está consumindo 47 kg”. O que resultou nesse aumento foi o maior poder aquisitivo da população, a mudança nos tipos de alimentos e da qualidade dos produtos oferecidos no mercado. “A nossas carnes são rastreadas, produzidas com alta tecnologia, de altíssima qualidade nutricional. Vemos, como um todo, uma redução da mortalidade e um aumento da longevidade do brasileiro”. Além disso, a carne consumida no Brasil tem a mesma qualidade da carne exportada. O Brasil é o maior exportador de carne de frango no mundo e consegue atender até os mercados mais exigentes, isso reflete em leis rígidas de criação que garantem uma ave com ótima qualidade e que não prejudicam a saúde. E como diz o tema da campanha realizada pela Ubabef “Coma frango: é bom e faz bem”. A carne vermelha não deve ser totalmente substituída, mas deve-se dar valor aos benefícios da carne de frango. Quanto ao ovo que até então também era considerado um vilão, o professor e zootecnista, Antônio Gilberto Bertechini, o classificou como o segundo melhor alimento do mundo, ficando atrás apenas do leite materno. Segundo o professor a dica que vale para o ovo, frango ou qualquer outro alimento é que se coma de forma balanceada. Fonte: TV Cultura Texto adaptado por Assessoria de Comunicação
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